Sexta-feira, 10 de Junho de 2011

ARTIGO- A VITÓRIA DA ESPERANÇA!



Por: Nuno Matias

Presidente do PSD/Almada e Vereador da CMA

nuno-matias@netcabo.pt

O dia 5 de Junho marca um ponto de viragem na sociedade portuguesa. Não apenas porque o PSD tenha ganho de forma clara as eleições. Muito menos porque tenha havido uma batalha ideológica marcante nas eleições que levaram a que a esquerda tivesse sido derrotada. O que marcou realmente essa viragem foi a mudança de atitude, de coragem, de sentido de responsabilidade que os portugueses que votaram mostraram.

Todos aqueles que votaram merecem-me igual respeito. Em democracia, há que respeitar as opções de cada um e o caminho que cada qual entende melhor. Quem faz as ideologias, as propostas, os rumos são pessoas, pelo que tudo o que emana desse conjunto organizado de pensamentos e práticas são passíveis de serem apostas dos eleitores. Mas ainda assim, independentemente do sentido de voto dos eleitores, os resultados mostraram que houve uma viragem de mentalidades muito importante.

A vitória do PSD não foi apenas do seu líder e dos seus militantes. Foi uma vitória de todos aqueles portugueses que não pactuaram com a cultura de medo, de meias verdades e de demasiadas mentiras que procuraram transformar a última campanha eleitoral numa estrada de casos e “diz que diz” procurando assim evitar que se falasse e avaliasse o estado em que o país se encontra e de chamar “à pedra” os responsáveis.

É por isso que as últimas eleições marcam, a meu ver, esse ponto fundamental de viragem. Os eleitores souberam separar o trigo do joio, penalizaram quem foi responsável pelo desvario político, financeiro e social que trouxe o país à beira da bancarrota. Os portugueses (pelo menos uma claríssima maioria...) mostraram que têm consciência de que nenhuma mentira repetida à exaustão se transforma em verdade, e não deixaram de mostrar a sua vontade inequívoca de mudança e de esperança num outro caminho.

O PS e o Engº Sócrates tiveram o ajuste de contas com o país. Se calhar não tão grande como a sua irresponsabilidade e incompetência mereciam, mas ainda assim, tiveram-na. Os partidos que não quiseram fazer parte da solução do problema também sofreram as consequências das suas opções (mais o BE pois na sua amálgama ideológica, e sem visão coerente da sociedade, coexistem demasiadas vontades...veremos o que será o BE pós-Louçã quando esse dia chegar...).

Portugal mostrou que, apesar de acordar tarde, não deixou de manifestar o seu desagrado, aversão e repúdio pela forma “plástica”, de constante busca de “soundbytes” e de imagem que o PS colocou em prática ao longo de 6 anos, e que se traduziram numa governação oca de valores, de ética, de rumo e de visão estratégica de desenvolvimento.

Portugal derrotou Sócrates, porque se fartou de ficar mais pobre, mais injusto, menos solidário e com um Estado que em vez de se reformar pedia mais impostos para pagar os seus desvarios orçamentais.

No entanto, a grande lição que se tira das últimas eleições foi que os portugueses querem políticas e políticos diferentes. Desejam cidadãos que se entreguem ao serviço público com honestidade, com competência e que assumam ao que vêm com a coragem de quem não esconde o caminho que pretende percorrer.

Estamos todos fartos de pessoas que preferem ganhar votos do que ganhar a confiança. Estamos todos desejosos de políticos que falem mais verdade e que prefiram perder votos do que perder a cara. E foi assim que o PSD e o seu líder, Pedro Passos Coelho ganharam as eleições, mas acima de tudo, o respeito dos cidadãos.

O PSD venceu porque foi o único que teve um programa sério, estruturado, pensado para governar e não para conquistar votos. O PSD convenceu porque teve um líder que não se escondeu no discurso fácil e falou com frontalidade sobre as propostas que trazia e os objectivos que o motivavam. O PSD ganhou porque foi o único que pensou no futuro de Portugal e não apenas em tentar melhorar o seu resultado eleitoral. Finalmente, e ao fim de alguns actos eleitorais, os eleitores mostraram que não se deixariam mais enganar.

Mas a grande vitória foi a da Esperança e da Confiança.

A Esperança de que, apesar da crise, existe uma forma de ultrapassá-la assim sejamos capazes e audazes na forma de encarar os problemas e de assegurar uma rápida e estruturada entrada em campo das soluções.

Mas também da Confiança de que os portugueses têm a força, a coragem e a disponibilidade de lutar por uma revolução de mentalidades que vai valer a pena, pois permitirá erguer um Estado mais forte e eficaz, com um Estado verdadeiramente Social que apoia quem realmente precisa, e ao mesmo tempo com a capacidade de deixar respirar a sociedade, onde as empresas e as pessoas possam ajudar a criar valor acrescentado e riqueza que assim possa induzir maiores níveis de desenvolvimento.

Portugal ganhou um novo governo, um novo Primeiro-ministro, mas acima de tudo, uma maioria que durante 4 anos poderá construir um modelo de governação estável, eficaz, corajoso e que seja feito a pensar no futuro das próximas gerações.

Só assim se demonstra que os políticos (como as pessoas) não são todos iguais, e que valeu a pena os portugueses terem apostado no PSD para liderar o presente e futuro de Portugal.

Mas não gostaria de deixar passar a oportunidade de deixar uma mensagem aos Almadenses.

O PSD ganhou em 6 das 11 freguesias do concelho de Almada e ficou apenas a 400 votos da vitória global que foi conseguida pelo PS (tendo a CDU ficado em 3º a muita distância...).

Os resultados mostram que em Almada também tudo é possível. Em relação às últimas Autárquicas, votaram mais de 17 mil Almadenses, e isso traduziu-se numa votação completamente diferente.

Eu sei que as eleições não são iguais. Bem sei que em Autárquicas o sentido de voto partidário se esbate um pouco mais, e apoia-se muito mais as pessoas, mas ainda assim fica bem visível algo que tenho sempre procurado afirmar e que os números demonstram bem- Em Almada, nas eleições Autárquicas, quem garante a vitória da CDU é a abstenção, pois os eleitores demitem-se, muitas das vezes, de dizer o que desejam no momento do seu voto.

A culpa também é dos demais partidos que nem sempre procuram mostrar, atempadamente, qual a sua equipa e programa (algo que o PSD tem procurado fazer desde o 1º dia deste mandato), mas uma parte significativa deve-se a todos aqueles que optam por não dizer presente no dia das eleições.

A todos esses, e aos demais Almadenses deixo este meu desejo de esperança- Participem!

Façam Ouvir as suas opiniões, críticas e sugestões. O PSD saberá continuar a criar meios para estarmos ainda mais próximos de todos e assegurar que também em Almada a Mudança seja uma realidade!

Eu tudo farei para continuar a trabalhar nesse sentido. Almada pode continuar a contar com o PSD e eu continuarei com o mesmo empenho e dedicação a ajudar a que Almada tenha um grande Futuro! Eu tenho essa Esperança e Confiança!

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